Tecnologia brasileira para apoiar desenvolvimento da África Ocidental
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Tecnologia brasileira para apoiar desenvolvimento da África Ocidental

Missão nigeriana vem ao Brasil conhecer iniciativas nos setores de inovação e tecnologias do SENAI

O SENAI, por meio de seus institutos de Inovação, projetos de apoio a startups e escolas técnicas, é uma das entidades pioneiras e referência quando se trata de apoiar o cenário de inovação e tecnologia no país. Por isso, uma delegação da Agência Nacional para Infraestrutura de Ciência e Engenharia da Nigéria (Naseni) esteve em Belo Horizonte, entre 31/05 e 2/06, para conhecer o Centro de Inovação e Tecnologia (CIT SENAI). 

A missão nigeriana, chefiada pelo presidente executivo da Naseni Mohammed Sani Haruna, acompanhado pelo embaixador Muhammad Makarfi Ahmad, foi recebida por Ailton Ricaldoni, presidente do Conselho Técnico do CIT SENAI. Durante a sua estadia na capital mineira, o grupo foi acompanhado por Mariana de Oliveira Santos, coordenadora do SENAI CIT, Cibele Uchida, Marcello Rolim Coelho e Dáfanie Soares, representantes do Departamento Nacional do SENAI.

A programação da delegação nigeriana incluiu visitas ao SENAI Centro 4.0 e aos institutos SENAI de Inovação de Processamento Mineral, Metalurgia e Ligas Especiais, de Engenharia de Superfícies, de Tecnologia Metalmecânico e de Meio Ambiente, que fazem parte do CIT SENAI.

Para Mariana de Oliveira Santos, a Naseni e o SENAI possuem similaridades significativas, do ponto de vista institucional e operacional. Ambas promovem a competitividade da indústria, por meio de programas de capacitação, treinamento profissionalizante e desenvolvimento de projetos inovadores de tecnologia, sempre visando à superação de gargalos da estrutura produtiva. “O interesse da Naseni em conhecer o CIT SENAI indica a capacidade que o centro vem demonstrando de entregar serviços e projetos de alto valor agregado e de resolver problemas relevantes em diferentes setores da indústria brasileira”, afirma.

Segundo a coordenadora do CIT SENAI, durante os dias de visita foram identificadas possibilidades de parcerias que poderão se mostrar estratégicas, inclusive, do ponto de vista geopolítico. “A Nigéria é o país mais populoso do continente africano, um dos grandes produtores mundiais de petróleo e possui desafios tecnológicos em áreas comuns com o Brasil, como agricultura, mineração e energia. Acredito que Brasil e Nigéria têm muito a ganhar com essa aproximação”, ressalta Santos.

Mohammed Sani Haruna, líder da missão, declarou que a programação superou suas expectativas e solicitou a elaboração de um Memorando de Entendimento, vinculado a um plano de ação com projetos e atividades, como a assessoria institucional para a agência e seus institutos, para a aquisição de competências apropriadas para engenheiros e técnicos, a  avaliação de sua infraestrutura, a identificação de materiais necessários para a instalação de laboratórios voltados para aplicação de habilidades e o treinamento para desenvolvimento e manutenção de equipamentos agroindustriais, dentre outros.

“Há também uma demanda de nova visita da Naseni para inspeção de outros Institutos SENAI de Inovação nas seguintes áreas: automação e simulação, tecnologia em soldagem, tecnologia ambiental e construção, e alimentos, bebidas e panificação - fabricação e manutenção de equipamentos”, explica Cibele Uchida, do Departamento Nacional do SENAI. 

Os visitantes também tiveram a oportunidade de conhecer melhor instituições como a Embrapii, Fapemig, Universidade Federal de Viçosa, GIZ e UFMG, que apresentaram conteúdos relacionados às áreas tecnológicas, previamente indicadas, de interesse pela agência nigeriana. 

Denise Lucas
Imprensa FIEMG