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Você pode contribuir para evitar a escassez hídrica

Nos setores produtivos ou em nossos lares, o uso consciente dos recursos hídricos é uma missão de todos
Será que é possível contribuir, de maneira simples e prática, para evitar o desperdício de água e energia elétrica? A resposta é sim. Não apenas os cidadãos, em suas casas, mas também, o setor industrial. Este último, segundo Wagner Soares, gerente de Meio Ambiente da FIEMG, ao adotar processos mais limpos e modernos, pode contribuir de maneira significativa para reduzir o consumo e, consequentemente, diminuir o impacto da escassez hídrica.

A água é um item importante nos processos produtivos das fábricas e Soares comenta que, em Minas Gerais, muitas indústrias têm instalações antigas e obsoletas. Segundo o gestor, com maquinários modernos, o desperdício de água nos processos produtivos é muito menor, pois não apenas reduz os vazamentos, como são dimensionados de acordo com o consumo necessário. “Na indústria, um dos principais fatores de redução de consumo é um programa robusto de manutenção de equipamentos que usam água e sua rede de distribuição”, afirmou.
“Atualmente existem tecnologias modernas para a utilização dos recursos hídricos de maneira mais eficaz, eficiente e sem desperdícios, como a água pressurizada”, pontua o gestor. A água pressurizada é um sistema aplicado em projetos hidráulicos, que tem como função controlar a pressão da água em redes de abastecimento.

Soares também esclarece que existem outras alternativas para ajudar que o consumo de água seja mais consciente e o reuso é um deles. O setor produtivo pode reutilizar a água de duas maneiras: reuso interno ou reuso externo.

Por meio do reuso interno, as indústrias tratam a água já utilizada e a reaproveita em seus processos de produção. Já o método de reuso externo, a empresa adquire água tratada a partir do tratamento de esgoto doméstico que, de acordo com as normas sanitárias, pode ser utilizada pela indústria em alguns setores, como higienização de áreas de circulação e refrigeração. "Na indústria, quando ocorre a redução do consumo de água, também ocorre a redução do consumo de energia elétrica”, reforça Soares explicando que toda a água utilizada pelas empresas passa por bombeamento e reduzindo o tempo deste processo, consequentemente, se reduz o consumo de energia.

Mas, o que podemos fazer para ajudar a evitar o agravamento da crise hídrica no aconchego de nossos lares? Para Soares, introduzir na cultura da população brasileira o hábito de um consumo consciente de água e energia, é algo difícil, mas não impossível. “No Brasil, em que o clima é tropical e semitropical, o banho é utilizado não apenas para a higienização, como para a refrigeração corporal”, afirmou o gestor, comentando que é interessante que cada família se organize e se programe para tomar banhos mais rápidos e também, esperar juntar um número maior de roupas e louças antes de lavar. O hábito de limpar terreiros e calçadas com mangueiras, também deve ser combatido. Afinal, a água não substitui a vassoura.

O gerente de Meio Ambiente da FIEMG ainda reforça que estamos vivendo a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. “As estatísticas vêm demostrando que a mudança climática é algo evidente, sendo que a média de pluviosidade dos Rios Doce e São Francisco vem oscilando entre longos períodos de escassez e baixa intensidade de chuvas”. Soares ainda comentou que Minas Gerias não possui uma infraestrutura de retenção da água que cai em excesso, na temporada de chuva, para que ela possa ser utilizada em momentos de escassez. “Esse sistema poderia ser utilizado nos períodos de seca, proporcionando assim, a regularização de vazão dos cursos d'água e evitando a sazonalidade entre escassez e períodos de chuva”, afirma.

Em Minas Gerais, para auxiliar os empresários e a população a pensarem e adotarem posturas mais conscientes quanto à utilização dos recursos hídricos, a FIEMG lançou a campanha Escassez hídrica e energética – A indústria precisa agir. Para saber mais, CLIQUE AQUI.