Metalúrgicos celebram Negociação Coletiva firmada com a FIEMG
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Metalúrgicos celebram Negociação Coletiva firmada com a FIEMG

Acordo assinado nesta quarta (1º/12) garante recomposição salarial de 10,78% e outras conquistas trabalhistas; veja vídeo

O acordo que sela a Negociação Coletiva Unificada entre a FIEMG e mais de 101 mil metalúrgicos do estado, assinado nesta quarta-feira (1º de dezembro), é apontado como “muito positivo” pelos representantes das três maiores Centrais Sindicais (CUT, CTB e Força Sindical) do país. O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe - que recebeu os presidentes da Federação dos Metalúrgicos de BH e Contagem, Marco Antônio de Jesus; da Femetal Sete Lagoas, Ernane Dias; e da FIT Metal (Betim), Marcelino da Rocha; para a assinatura da convenção – considerou que a negociação foi conduzida e concluída com maturidade por todas as partes envolvidas.

“Este é um ano mais difícil, porque, em que pese a recuperação da economia, ela não é homogênea. Há situações distintas para uma e outra indústria. A gente fomenta as empresas que possam oferecer mais aos seus funcionários que o façam”, ponderou Roscoe.

Para Marcelino da Rocha, da FIT Metal, comparado a acordos de outras categorias, quando mais de 62% delas conseguirem índices de correção salarial abaixo do INPC, o consenso entre empresários e metalúrgicos deve ser comemorado. “Conseguimos o INPC integral em duas vezes (5,39% em outubro e 5,39% em janeiro); pagamento de abono por empresas que não negociam participação nos lucros – R$ 230 para as que têm até 10 empregados e R$ 450 para aquelas com mais de 11, a serem pagos em fevereiro; renovação de todas as cláusulas sociais; e adicional noturno de 30%, quando a determinação legal são 20%”, destacou Rocha.

“Fizemos uma série de reuniões, ao longo de seis meses. Damos muito valor a esta negociação e a esta convenção coletiva. Teremos recomposição no mês de janeiro e torcemos pela recuperação da indústria, que será boa para todos nós, com possibilidade de criação de mais empregos e de melhorias salariais”, considerou Marco Antônio de Jesus, da Femetal Sete Lagoas, associada à CUT.

Mulheres

Ernane Dias, da FIT Metal, associada à Força Sindical, considerou que o acordo chegou a bom termo e foi fechado de forma rápida. “Penso que as negociações deste ano, apesar da inflação, em que conquistamos mais de 10% de recomposição salarial, são uma vitória”, disse ele, elogiando a equipe de mulheres da equipe da FIEMG encarregadas de conduzir as reuniões com a categoria – a superintendente de Desenvolvimento da Indústria da FIEMG e presidente do Conselho de Relações de Trabalho da entidade, Érika Morreale; a gerente de Relações Trabalhistas da Federação, Verônica Álvares; e Fernanda Ribas, advogada Trabalhista da entidade.  

“Essa é uma das maiores negociações do Brasil, se não a maior, feita com CUT, CTB e Força Sindical. Além das conquistas econômicas, tem muita relevância social e é um exemplo para o país. É uma negociação que ocorre há 30 anos”, destacou Érika Morreale.

O processo envolve 101.646 metalúrgicos (8,9% de todos os empregados da indústria) de 83 municípios mineiros, de 12.377 empresas, cujo faturamento soma R$ 64 bilhões/ano, o equivalente a 10,1% do PIB de Minas Gerais e 18,3% do faturamento de toda a indústria do estado. As cerca de 100 cláusulas acordadas incluem garantia de reposição da inflação: 10,78% (50% retroativo a outubro; mês da data base e 50% em janeiro de 2022).

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