palavra do presidente

Bom para o Brasil

Quem ganha com a reforma da Previdência é o Brasil. Sua aprovação pelo Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) é um avanço para o país, garantindo o pagamento das aposentadorias e criando condições para mais investimentos de apoio ao setor produtivo – infraestrutura – e em áreas essenciais para a qualidade de vida de todos os cidadãos – educação, saúde, saneamento e segurança pública. Por tudo isso, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) apoia a reforma e cobra, de deputados e senadores, a sua aprovação.

São distorcidas e equivocadas, portanto, talvez até de má-fé, as críticas e os críticos que vinculam a reforma da Previdência a interesses de empresas e empresários. É mentira. Com reforma ou sem reforma, empresas e empresários continuarão pagando o que já pagam hoje. Repudiamos esse tipo de crítica que, na verdade, visa defender o fisiologismo e a perpetuação de privilégios na legislação previdenciária vigente. As instituições representativas do setor produtivo mineiro, reunidas no Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais – ACMinas, CDL-BH, FCDL-MG, Federaminas e Fecomércio (Comércio), FAEMG (Agricultura), CIEMG e FIEMG (Indústria), FETCEMG (Transportes) e OCEMG (Cooperativismo) –, chamam a atenção para estas falsas afirmações que, em última análise, pretendem manipular a população brasileira e a opinião pública.

Em verdade, a modernização da Previdência brasileira não traz benefícios diretos ao empresariado e às empresas. Nossa posição a favor da reforma está ancorada na convicção de que é possível construir um país capaz de gerar novos negócios, mais riquezas e oportunidades para todos. Sem dúvida, as mudanças propostas pelo Governo Federal e que serão analisadas pelos nossos deputados e senadores nos trazem a possibilidade de vislumbrar um futuro melhor para o Brasil.

Hoje, os regimes de Previdência existentes no país apresentam um déficit anual, de acordo com o Ministério da Fazenda, próximo a R$ 270 bilhões – e, se nada for feito, esse rombo vai aumentar. A conta é simples: a população aposentada brasileira cresce 3,5% ao ano e a população de trabalhadores na ativa aumenta apenas 0,7% – e, em muito pouco tempo, vai se estagnar. A estimativa é de que, nos próximos 30 anos, haverá 6% a menos de pessoas trabalhando e 250% a mais de pessoas recebendo benefícios da Previdência Social. Sem a reforma, o sistema estará quebrado em pouco tempo. Vai faltar dinheiro para pagar as pessoas que já estão aposentadas e as que irão se aposentar nos próximos anos.

A reforma da Previdência também corrigirá distorções e injustiças existentes no Brasil. É o caso da enorme discrepância que há entre as aposentadorias pagas aos trabalhadores da iniciativa privada e do setor público. Nas empresas, elas são limitadas ao teto máximo de R$ 5.531, sendo que 64% dos beneficiários recebem apenas um salário mínimo. No setor público – Executivo, Legislativo e Judiciário – chegam a R$ 10 mil, R$ 20 mil e até R$ 30 mil por mês. A quem interessa perpetuar tais privilégios? Certamente aos que deles se beneficiam.

A posição das entidades que representam o setor produtivo mineiro se fundamenta também na certeza de que não é viável conviver com o absurdo déficit da Previdência. Com a economia – garantida pela reforma – de R$ 1 trilhão até 2028, seria possível construir, por exemplo, um milhão de casas populares por ano. Também seria possível construir 221.664 escolas e 40.786 hospitais.

Esses números nos mostram que não podemos mais aceitar essa enorme irresponsabilidade fiscal. Colocar um fim neste nefasto cenário é urgente. Ao ajustar as contas, com a reforma da Previdência, os governos abrem espaço para que novos investimentos sejam feitos em setores fundamentais para o país. Não são somente escolas, hospitais e casas populares que entram nesta matemática. Com um alívio no orçamento, há espaço para a construção de estradas melhores, de redes de água e esgoto mais completas, de um sistema de segurança público mais eficaz – só para citar alguns exemplos.

Todos esses fatores trazem estabilidade para o país e melhoram a qualidade de vida da população. Mais investimentos também significam mais oportunidades de emprego. Podemos afirmar: não há melhor política de distribuição de renda do que a abertura de novos postos de trabalho. E, certamente, a face mais cruel da crise vivida pelo país são os mais de 12 milhões de desempregados.

Por tudo isso, a FIEMG, os 139 sindicatos empresariais da indústria mineira e as entidades representativas do setor produtivo em Minas Gerais reafirmam o seu mais irrestrito apoio à reforma da Previdência. Não aceitamos mais que oportunistas possam influenciar milhões de pessoas com achaques e chantagens partidárias que visam manter inaceitáveis privilégios de pequenos grupos.

Acabar de uma vez com um sistema deficitário representará ganhos para todos. Não podemos mais esperar. Ao analisar e votar a reforma da Previdência, o Congresso Nacional irá decidir sobre o tipo de nação que queremos construir. Há duas opções: um Brasil moderno, forte e justo ou um país apequenado e asfixiado pela insolvência e pelos privilégios que poucos recebem e são custeados pela maioria dos trabalhadores.

Escolhemos a primeira opção e conclamamos toda a população a abraçar esta ideia, para que possamos construir, juntos, um novo Brasil. Fale com o deputado da sua região sobre a importância da reforma da Previdência e apoie a decisão daqueles que escolheram trabalhar por um país mais equilibrado e competitivo. Reforma da Previdência já!

 

“Ao analisar e votar a reforma da Previdência, o Congresso Nacional irá decidir sobre o tipo de nação que queremos construir.”

Olavo Machado Junior
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – Sistema FIEMG

Publicado no jornal Estado de Minas do dia 1º/2/2018